Araraquara – Ex-vereador Ronaldo Napeloso é preso por corrupção

Ronaldo Napeloso foi detido em lanchonete na noite desta quinta-feira(21).

Segundo a Polícia Federal (PF), o ex-vereador e ex-secretário de Agricultura teria desviado mais de R$ 1 milhão.




Napeloso foi encontrado pela Polícia Militar em sua lanchonete e foi levado para o Plantão Policial. Ele deve ser encaminhado para Santa Ernestina.

Condenação
A sentença do TJ condenou Napeloso a 5 anos e 10 meses de prisão, pelo crime de lavagem de dinheiro.
Ele ainda foi condenado por fraude processual a 11 meses de prisão.

Em julho do ano passado, ele havia sido foi condenado a 14 anos, 5 meses e 6 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de lavagem de dinheiro, fraude processual e falsidade ideológica.

Em setembro de 2013, os bens de Napeloso e do filho dele foram bloqueados pela Justiça para ajudar nas investigações de enriquecimento ilícito. O ex-vereador era suspeito de comandar um esquema de desvio de verbas nas secretarias de Agricultura e de Ciência, Tecnologia, Turismo e Desenvolvimento Sustentável.

Napeloso foi secretário de Agricultura no primeiro mandato do prefeito Marcelo Barbieri (PMDB), entre 2009 e 2012. Também foi investigado por suposto envolvimento em um esquema de desvio de verbas públicas e cobrança de propina.




Esquema
Segundo ação do Ministério Público, o ex-vereador teria simulado a venda de uma casa, da qual é proprietário, para justificar a origem de R$ 300 mil utilizados na compra de um apartamento em que seu filho aparece como dono.
Ronaldo Napeloso renunciou ao cargo de vereador no dia 16 de agosto de 2013, após ser solto da prisão onde estava desde o dia 6 do mesmo mês. Ele foi libertado após um habeas corpus concedido através de uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Desvio de R$ 1 milhão
Segundo a Polícia Federal (PF), o ex-vereador e ex-secretário de Agricultura teria desviado mais de R$ 1 milhão. Ele foi preso durante a Operação Schistosoma, que teve início em dezembro de 2012 depois que investigações apontaram que o vereador ostentaria patrimônio maior que o declarado à Justiça Eleitoral.
De acordo com a PF, as investigações constataram que vários imóveis eram suprimidos das declarações ou apontados valores de aquisição muito inferiores ao de mercado.

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