Arquivos Deslizantes – Mais Pessoas São Presas em Catanduva




Além do vereador Daniel Palmeira de Catanduva (SP), a operação Arquivos Deslizantes também prendeu outras sete pessoas na cidade nesta quinta-feira(14)

Dentre os presos está o presidente da Associação Comercial e Empresarial da cidade – ACE, Paulo Henrique Pacheco, que é empresário no ramo de móveis para escritório.

Os outros presos são advogados e empresários da cidade. (Veja o Vídeo)

No total, foram presas 7 pessoas presas em Catanduva e 12 na região de Piracicaba e em Minas Gerais.

O Gaeco também cumpriu mandados na empresa que fabrica esses tipos de armários em Tabapuã (SP). No local, foram apreendidos documentos e computadores.

Os advogados da empresa disseram que os atuais sócios não têm relação com o esquema e que as pessoas presas já foram sócias da empresa, mas foram afastadas em 2016.




Segundo o Gaeco, Daniel Palmeira de Lima, que já foi presidente da Câmara, seria o responsável por comandar o esquema de fraude de licitações em compras de armários deslizantes para arquivo.

Ele estava sendo investigado desde o início do ano.

“Basicamente os suspeitos apresentavam preços superdimensionados e as empresas envolvidas com Daniel usavam de subterfúgios para afastar outros concorrentes. As empresas unidas a Daniel apresentavam propostas fictícias e a empresa que ele designava vencia a licitação”, afirma o promotor do Gaeco de Piracicaba, Alexandre de Andrade Pereira.

Os presos foram levados ao Fórum de São José do Rio Preto (SP) e devem ser ouvidos ainda nesta quinta-feira.

A operação

A operação foi denominada “Arquivos Deslizantes”, que investiga organização criminosa voltada à prática de fraudes em licitações em três estados; São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A operação decorre de investigação iniciada no ano de 2015 e conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Piracicaba (SP).




Além de Catanduva, os núcleos do Gaeco da Grande São Paulo, Campinas (SP), e Franca (SP), bem como o Ministério Público de Minas Gerais, prestam apoio na operação. Ao todo foram cumpridos 50 mandados, sendo 28 de busca e apreensão e 22 de prisão temporária nas cidades de São Paulo e Belo Horizonte e em diversas outras cidades do interior de São Paulo.

Segundo as investigações, foi apurado que ao menos 15 empresas de várias regiões do Estado de São Paulo, Minas Gerais e de Pernambuco, todas com atuação no ramo de arquivos deslizantes estavam envolvidas no esquema, sendo que seus sócios possuem comprovada vinculação entre si e participavam de licitações simulando concorrência que, na verdade, não existia.

Agentes públicos também fizeram parte do esquema e preparavam os editais de forma direcionada.

Segundo o promotor, mais prisões ainda devem acontecer no âmbito da operação.

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