Catanduva – Criança de 45 dias morre e mãe suspeita de erro médico

Uma criança de apenas 45 dias morreu depois de ficar oito horas internada no Hospital Padre Albino, em Catanduva.

O caso aconteceu no último dia 5 e a família suspeita de erro médico.




A mãe, Erica Fernandes de Souza, conta que levou a filha, Maria Julia de Souza Boldrini, na pediatra em uma unidade de saúde de Catiguá na manhã do dia 5, com febre. No local a menina fez um exame de raio-x onde apresentou uma mancha no pulmão.

Maria Julia foi encaminhada para o Hospital Padre Albino, em Catanduva, às 13h13 daquela quarta-feira, onde realizou outro raio-x que negou pneumonia. A mãe conta que as horas foram passando e que ela então decidiu questionar uma das profissionais do local porque a filha não estava recebendo atendimento.

“Nunca fui tão humilhada na minha vida. A médica me perguntou o que eu esperava do SUS, fazendo referência que SUS não tem qualidade, mas a gente paga pelo serviço público e exigimos qualidade sim”, relata.




Erica conta que só por volta das 22h que uma das enfermeiras conseguiu pegar a veia da criança e então aplicou medicamento. “Eles ficaram tentando por horas pegar a veia da minha filha, furaram ela até na cabeça e quando conseguiram, aplicaram o medicamento e ela foi desmaiando em meu colo. Ela se retorcia toda e em questão de segundos a menina estava morta em meus braços”.

Questionado pela mãe, o médico do hospital disse que aplicou o antibiótico ampicilina na veia da criança na dosagem certa. A dona de casa questiona. “Acredito que aplicaram uma dosagem errada na minha filha, ou então trocaram o medicamento com outro menino que também estava internado no mesmo quarto que a minha filha que ia fazer uma cirurgia. Ela era uma criança saudável e chegou no hospital com apenas uma febre de criança e saiu morta”, fala.




O laudo de Serviço de Verificação de Óbito (SVO), apontou que Maria Julia morreu com cardiopatia, porém, o laudo do próprio Hospital aponta que a menina não era cardiopata. Para a mãe, além da dor da perda da filha, ficaram as perguntas.

“Eu queria uma resposta do que aconteceu com a minha filha. Do dia em que ela morreu, até agora, ninguém me ligou, não me deram nenhuma atenção e estamos aqui esperando uma resposta”, diz Erica que ingressou com ação na justiça para questionar a entidade.




Uma ação foi impetrada na justiça de Tabapuã no dia 17 deste mês pela advogada da família, Ana Paula Botós Alexandre, que agora aguarda a decisão da justiça. “Estamos questionando alguns horários e até mesmo a dosagem de medicamento aplicada na criança. Estamos pedindo ainda para que o Conselho Regional de Medicina e também o Ministério Público apurem o caso”, diz.



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