Falta de chuvas faz índice do Sistema Cantareira cair

O índice do Sistema Cantareira vem caindo há mais de 40 dias, desde que o período de estiagem teve início em São Paulo;

De acordo com as informações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de SP (Sabesp) o sistema opera com 63% de sua capacidade.




O Sistema Cantareira é responsável por fornecer água para 7,4 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo.

Dos seis sistemas responsáveis por abastecer os municípios paulistas, está entre os dois que operam com menor capacidade, ganhando apenas do Alto Tietê, com 56,4%. Enquanto isso, o sistema Rio Claro, por exemplo, opera quase em sua totalidade (98,7%); os outros índices são do Alto Cotia (97,7%), do Rio Grande (81,9%) e do Guarapiranga (73,8%).




Sem chuva há 47 dias, os moradores da capital paulista enfrentam o julho mais seco em 12 anos, de acordo com a série histórica de acompanhamento do clima do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura. De acordo com o sistema de monitoramento do órgão, a última vez que choveu em São Paulo foi no dia 13 de junho, com volume de 13,1 milímetros (mm).

Desde então, a capital paulista contou apenas com garoas nos dias 20 e 21 de junho, e nos primeiros dias do mês de julho. Com isso, o acumulado médio pluviométrico é de 0,3 milímetro – bastante inferior ao esperado, que era de 46,6 mm. Um número tão baixo só foi visto em 2008, quando nenhuma gota foi registrada em todo o mês de julho. E as previsões meteorológicas para os próximos dias não são nada animadores.




Segundo o CGE, a massa de ar seco continuará predominando sobre o interior do País, mantendo o tempo seco e estável nos próximos dias. Na cidade de São Paulo, a segunda-feira (31) deve ser de sol, com temperaturas baixas durante a madrugada, que vai se elevando ao longo do dia. Os termômetros devem variar entre a mínima de 13º Celsius e máxima que pode superar os 26º.

Já na terça-feira (1º), as condições de sol e temperaturas elevadas durante o dia devem persistir. A madrugada, porém, deve ser ainda mais fria que na segunda. Não há previsão de chuva para a Grande São Paulo, assim, com a estiagem prolongada e baixos níveis de umidade no ar, favorecem-se queimadas – que, por sua vez, prejudicam a qualidade do ar.




O Sistema Cantareira já atendeu nove milhões de pessoas só na região metropolitana de São Paulo.

Após a crise hídrica que atingiu o estado em 2014 e 2015, atualmente abastece 7,4 milhões.

Os sistemas Guarapiranga e o Alto Tietê absorveram parte dos clientes para reduzir a sobrecarga do Cantareira no período de estiagem.

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